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Tomé-Açu · Pará · Mercado Livre de Energia

Conta de luz alta em Tomé-Açu? Veja se sua empresa pode economizar

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Sua empresa está em Tomé-Açu e é atendida pela Equatorial Pará? Empresas do Grupo A no Pará já podem migrar para o Mercado Livre de Energia e negociar uma tarifa menor — a Equatorial Pará continua responsável pela rede.

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Mercado Livre de Energia para empresas de Tomé-Açu: como funciona

Empresa de Tomé-Açu no Grupo A pode comprar energia no Mercado Livre sem trocar de distribuidora: a Equatorial Pará continua cuidando da rede, e a energia passa a ser comprada a preço de contrato.

Quem atende Tomé-Açu e o que muda

Tomé-Açu, com cerca de 73 mil habitantes pela estimativa do IBGE para 2025, é atendida pela Equatorial Pará. Com a migração, a Equatorial Pará continua responsável pela rede e cobra pelo uso dela (TUSD). O que muda é quem vende a energia e o preço, fixado em contrato de 1 a 5 anos e sem bandeira tarifária. A conta passa a ser duas: a da distribuidora e a do fornecedor (como ficam as duas faturas).

Quanto dá para economizar

Pela Projeção ELB, a economia chega a até 41% na parcela de energia da conta, não na conta inteira. O cálculo do Energia Livre Brasil usa a TE da Equatorial Pará e o preço de longo prazo do Boletim da Abraceel, no perfil de consumo mais favorável. Uso da rede, encargos e impostos continuam na conta. Quanto sobra no seu caso depende do perfil de consumo e do momento da contratação — a análise gratuita calcula o número exato (veja a metodologia).

Quem pode migrar e em quanto tempo

Empresa do Grupo A (média ou alta tensão) em Tomé-Açu já pode migrar, com qualquer demanda. Desde janeiro de 2024 não há demanda mínima; abaixo de 500 kW, a compra é feita por um comercializador varejista. O caminho é diagnóstico, contratação do fornecedor e denúncia do contrato com a Equatorial Pará; pela regra da ANEEL, a migração acontece 180 dias depois dessa denúncia, e a Equatorial Pará pode aceitar um prazo menor. Não há obra nem interrupção do fornecimento (passo a passo da migração e critérios de elegibilidade). Loja, escritório, clínica ou oficina em baixa tensão (B3) entra em 25 de novembro de 2027 (o que muda no B3).

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Mercado Livre de Energia para quem mora em Tomé-Açu: quando vai poder

Quem mora em Tomé-Açu ainda não pode escolher quem vende a sua energia: a abertura para residências está marcada para 25 de novembro de 2028, e as regras ainda dependem da ANEEL.

Até lá, toda residência de Tomé-Açu compra energia da Equatorial Pará, pela tarifa regulada. O calendário da abertura, definido pela Lei 15.269/2025 e pelo Decreto 13.097/2026, tem duas etapas:

  • 25 de novembro de 2027: pequenos negócios em baixa tensão — comércio, serviços e pequena indústria (subgrupo B3).
  • 25 de novembro de 2028: residências e demais consumidores em baixa tensão.

Quando abrir, o morador vai escolher o fornecedor e o preço da energia, e a Equatorial Pará continua entregando a energia e cuidando da rede. Antes disso, a ANEEL ainda precisa definir como ficam as tarifas, a fatura e o fornecedor de última instância, então as regras podem ter ajustes.

Entre na lista de espera para residências → Avisamos quando a abertura for regulamentada.

Conta de luz em Tomé-Açu: ICMS, reajuste e quem já está no Mercado Livre

ICMS sobre a energia no Pará
19%
Alíquota geral do estado (LC 194/2022)
Reajuste 2026 da Equatorial PA para alta tensão
+8,09%
ANEEL
Tarifa B3 da Equatorial PA em 10 anos (mediana do país: 74,0%)
+86,2%
ANEEL, cálculo Energia Livre Brasil
Unidades de empresas no Grupo A em Tomé-Açu
45
BDGD/ANEEL
Delas já no Mercado Livre
33%
BDGD/ANEEL
Do consumo de energia no Pará no Mercado Livre
57%
Abraceel

ICMS na conta de luz no Pará

O ICMS sobre a energia no Pará segue a alíquota geral do estado, que desde a Lei Complementar 194/2022 é o teto para a energia: 19% em 2026. Como é calculado por dentro e incide sobre toda a fatura (energia, uso da rede e demanda), um preço de energia menor no Mercado Livre também reduz o imposto pago. Pela reforma tributária (Emenda Constitucional 132/2023), o ICMS será substituído pelo IBS: 2026 é ano de teste, a alíquota do ICMS cai aos poucos de 2029 a 2032 e o imposto deixa de existir em 2033. A energia elétrica fica fora do Imposto Seletivo. Empresas industriais podem ter direito a crédito de ICMS sobre a energia usada na produção — veja ICMS na conta de luz da empresa.

No Grupo A, a conta é outra: na Equatorial Pará, no subgrupo A4 (modalidade verde), a energia fora da ponta custa R$ 0,477/kWh e a demanda, R$ 43,45/kW, sem impostos. Veja a tabela completa da Equatorial PA.

Quantas empresas de Tomé-Açu já estão no Mercado Livre

Tomé-Açu tem 45 unidades consumidoras de empresas no Grupo A (média e alta tensão): 30 de indústrias, 12 de comércio e serviços e 3 rurais. A contagem é do Energia Livre Brasil, feita na base de dados que a Equatorial Pará entregou à ANEEL com a posição de 31 de dezembro de 2025. Uma mesma empresa pode ter mais de uma unidade, uma para cada medidor.

Dessas, 15 (33%) já compram energia no Mercado Livre e respondem por 87% do consumo das empresas do Grupo A na cidade. Outras 30 continuam no mercado regulado, pagando a tarifa regulada da Equatorial Pará.

Unidades de empresas do Grupo A em Tomé-Açu
Tomé-Açu
  • No Mercado Livre
  • No mercado regulado

Fonte: BDGD da Equatorial Pará (ANEEL), posição de 31 de dezembro de 2025. Contagem: Energia Livre Brasil.

Das que continuam no mercado regulado, 30 unidades têm demanda abaixo de 500 kW. Para elas, a migração é feita por um comercializador varejista, que representa a empresa na CCEE.

Setores com mais unidades do Grupo A em Tomé-Açu

SetorUnidadesNo Mercado Livre
Cerâmicas e Olarias215 (24%)
Alimentos e Food Service44 (100%)
Supermercados33 (100%)
Madeira e Móveis20 (0%)
Agronegócio e Cooperativas20 (0%)
Construção Civil20 (0%)

O setor sai do CNAE que a distribuidora registra para cada unidade consumidora. Os links levam à página do setor, com o perfil de consumo e o que muda na migração.

O Mercado Livre no Pará

No Pará, 1.927 unidades consumidoras já compram energia no Mercado Livre, e elas respondem por 57% de todo o consumo de energia do estado (Boletim da Energia Livre da Abraceel, dados de julho de 2026). O restante segue no mercado regulado, pagando a tarifa definida pela distribuidora.

57%do consumono mercadolivre
57% do consumo de energia do estado no mercado livre
43% no mercado regulado

Histórico da tarifa da Equatorial PA em 10 anos

Tarifa B3 sem impostos, em R$/kWh (1º de julho de cada ano)
2016R$ 0,525
2017R$ 0,561
2018R$ 0,599
2019R$ 0,671
2020R$ 0,684
2021R$ 0,703
2022R$ 0,766
2023R$ 0,879
2024R$ 0,962
2025R$ 0,938
2026R$ 0,978

Entre 2016 e 2026, a tarifa B3 da Equatorial Pará subiu 86,2%. Na mediana do país, a alta foi de 74,0%. A energia (TE) subiu 33,9% e o fio (TUSD) subiu 122,1%; o fio passou de 59,3% para 70,7% da tarifa. No mercado livre, só a parte da energia muda de fornecedor.

2016
2026
  • Fio (TUSD)
  • Energia (TE)

Fonte: ANEEL, tarifas homologadas (base de 22/10/2026). Tarifa B3 convencional vigente em 1º de julho de cada ano, sem impostos e em bandeira verde. Cálculo: Energia Livre Brasil.

A tarifa completa da Equatorial PA, com o Grupo A, está na página da Equatorial PA. Compare também com o ranking de quanto a tarifa subiu em cada distribuidora.

No ciclo tarifário de 2026, a ANEEL homologou para a Equatorial Pará um efeito médio de 6,94% nas tarifas, em vigor desde setembro de 2026 (+8,09% para alta e média tensão e +6,66% para baixa tensão). O reajuste vale para as empresas de Tomé-Açu que continuam no mercado regulado; no Mercado Livre, só o uso da rede (TUSD) acompanha os reajustes da Equatorial Pará.

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Perguntas frequentes

Empresas de Tomé-Açu podem migrar para o Mercado Livre de Energia?

Sim, as do Grupo A (média ou alta tensão), com qualquer demanda desde janeiro de 2024; abaixo de 500 kW, por meio de um comercializador varejista. A migração acontece 180 dias depois da denúncia do contrato com a Equatorial Pará, sem obra e sem trocar de distribuidora. Empresas em baixa tensão (B3) poderão migrar a partir de 25 de novembro de 2027.

Quantas empresas de Tomé-Açu já estão no Mercado Livre?

Pela base de dados que a Equatorial Pará entregou à ANEEL, com a posição de 31 de dezembro de 2025, 15 das 45 unidades consumidoras de empresas do Grupo A em Tomé-Açu (33%) já compram energia no Mercado Livre. Outras 30 continuam no mercado regulado.

Pessoa física em Tomé-Açu pode entrar no Mercado Livre de Energia?

Ainda não. Residências de Tomé-Açu só poderão escolher o fornecedor de energia a partir de 25 de novembro de 2028, data fixada pela Lei 15.269/2025 e pelo Decreto 13.097/2026, que ainda depende de regulamentação da ANEEL. Até lá, a energia é comprada da Equatorial Pará, pela tarifa regulada.

Qual distribuidora atende Tomé-Açu?

Tomé-Açu é atendida pela Equatorial Pará. A distribuidora continua responsável pela rede elétrica mesmo após a migração para o Mercado Livre — o que muda é apenas o fornecedor da energia como produto.

Empresas em Tomé-Açu precisam fazer obras para migrar?

Não. A migração para o Mercado Livre de Energia não exige obras na instalação elétrica. Em alguns casos pode ser necessária a atualização do medidor de energia — custo que varia por distribuidora e que a análise gratuita identifica antes de qualquer compromisso.

A Equatorial Pará continua atendendo minha empresa após a migração?

Sim. A Equatorial Pará continua responsável pela infraestrutura de rede em Tomé-Açu e nos demais municípios da sua área de concessão. O que muda é o fornecedor da energia como commodity — não a distribuidora que opera os cabos e subestações.

Quer entender o processo completo? Veja o passo a passo da migração para o Mercado Livre de Energia.

Explore também


Fontes e Referências

  • * Projeção ELB: teto estimado de economia na parcela de energia da conta, calculado pelo Energia Livre Brasil com a tarifa média de energia das distribuidoras e o preço de longo prazo do mercado livre (Boletim da Energia Livre, Abraceel, julho de 2026) e as tarifas homologadas pela ANEEL. Nesta página: tarifa de energia do Grupo A da Equatorial Pará, no perfil de consumo mais favorável, com o custo médio de bandeira. A tarifa da Equatorial Pará ainda é estimada. Não inclui uso da rede (TUSD), encargos e impostos, e não é promessa de economia. Como calculamos →
  • ANEEL — Tarifas de aplicação das distribuidoras de energia elétrica (dados abertos): Grupo A, subgrupo A4, modalidade verde, da Equatorial Pará, REH nº 3.608/2026, sem impostos. dadosabertos.aneel.gov.br
  • ANEEL — Tarifas de aplicação das distribuidoras de energia elétrica (dados abertos), base de 22/10/2026. Série histórica de 2016 a 2026 calculada pelo Energia Livre Brasil. dadosabertos.aneel.gov.br
  • ANEEL — Resoluções Homologatórias do ciclo tarifário 2026 da Equatorial Pará. aneel.gov.br
  • ANEEL — Base de Dados Geográfica da Distribuidora (BDGD) da Equatorial Pará, posição de 31 de dezembro de 2025, publicada em agosto de 2026. Unidades consumidoras ativas do Grupo A (subgrupos A1 a A4 e AS) das classes industrial, comercial e rural, com o CNAE e a indicação de consumidor livre registrados pela distribuidora; contagem e agrupamento por setor feitos pelo Energia Livre Brasil. dadosabertos-aneel.opendata.arcgis.com
  • Abraceel — Boletim da Energia Livre, 97ª edição (set/2026), com dados da CCEE e da ANEEL, dados de julho de 2026: unidades consumidoras livres e participação do mercado livre no consumo, por estado. abraceel.com.br
  • ICMS sobre energia: alíquota geral de cada estado em 2026 (teto desde a Lei Complementar 194/2022), conforme compilações Simtax e Tributo Devido, conferidas entre si; confirmar na Secretaria da Fazenda do estado.
  • Emenda Constitucional 132/2023 — reforma tributária do consumo: substituição do ICMS pelo IBS e calendário de transição. planalto.gov.br
  • Lei 15.269/2025 e Decreto 13.097/2026 — abertura do mercado livre para a baixa tensão (B3 e residências). planalto.gov.br
  • ANEEL — Resolução Normativa 1.000/2021, critérios de elegibilidade e acesso ao Mercado Livre de Energia. aneel.gov.br
  • IBGE — Estimativas populacionais municipais 2025. Distâncias entre cidades calculadas em linha reta a partir das coordenadas dos municípios. ibge.gov.br

Nota sobre os dados

O setor elétrico brasileiro é regulado por portarias, resoluções e normas em constante revisão. Tarifas, percentuais e estimativas apresentados neste conteúdo têm caráter de referência — não de valor absoluto. Exceções setoriais, regionais e contratuais podem alterar significativamente os números do seu caso específico. Consulte sempre a análise gratuita e, quando necessário, um especialista regulatório.

Conteúdo revisado e atualizado em outubro de 2026.

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