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Curitibanos · Santa Catarina · Mercado Livre de Energia

Conta de luz alta em Curitibanos? Veja se sua empresa pode economizar

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Sua empresa está em Curitibanos e é atendida pela Celesc Distribuição? Empresas do Grupo A em Santa Catarina já podem migrar para o Mercado Livre de Energia e negociar uma tarifa menor — a Celesc Distribuição continua responsável pela rede.

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Mercado Livre de Energia para empresas de Curitibanos: como funciona

Empresa de Curitibanos no Grupo A pode comprar energia no Mercado Livre sem trocar de distribuidora: a Celesc Distribuição continua cuidando da rede, e a energia passa a ser comprada a preço de contrato.

Quem atende Curitibanos e o que muda

Curitibanos, com cerca de 42 mil habitantes pela estimativa do IBGE para 2025, é atendida pela Celesc Distribuição. Com a migração, a Celesc Distribuição continua responsável pela rede e cobra pelo uso dela (TUSD). O que muda é quem vende a energia e o preço, fixado em contrato de 1 a 5 anos e sem bandeira tarifária. A conta passa a ser duas: a da distribuidora e a do fornecedor (como ficam as duas faturas).

Quanto dá para economizar

Pela Projeção ELB, a economia chega a até 23% na parcela de energia da conta, não na conta inteira. O cálculo do Energia Livre Brasil usa a TE da Celesc Distribuição e o preço de longo prazo do Boletim da Abraceel, no perfil de consumo mais favorável. Uso da rede, encargos e impostos continuam na conta. Quanto sobra no seu caso depende do perfil de consumo e do momento da contratação — a análise gratuita calcula o número exato (veja a metodologia).

Quem pode migrar e em quanto tempo

Empresa do Grupo A (média ou alta tensão) em Curitibanos já pode migrar, com qualquer demanda. Desde janeiro de 2024 não há demanda mínima; abaixo de 500 kW, a compra é feita por um comercializador varejista. O caminho é diagnóstico, contratação do fornecedor e denúncia do contrato com a Celesc Distribuição; pela regra da ANEEL, a migração acontece 180 dias depois dessa denúncia, e a Celesc Distribuição pode aceitar um prazo menor. Não há obra nem interrupção do fornecimento (passo a passo da migração e critérios de elegibilidade). Loja, escritório, clínica ou oficina em baixa tensão (B3) entra em 25 de novembro de 2027 (o que muda no B3).

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Mercado Livre de Energia para quem mora em Curitibanos: quando vai poder

Quem mora em Curitibanos ainda não pode escolher quem vende a sua energia: a abertura para residências está marcada para 25 de novembro de 2028, e as regras ainda dependem da ANEEL.

Até lá, toda residência de Curitibanos compra energia da Celesc Distribuição, pela tarifa regulada. O calendário da abertura, definido pela Lei 15.269/2025 e pelo Decreto 13.097/2026, tem duas etapas:

  • 25 de novembro de 2027: pequenos negócios em baixa tensão — comércio, serviços e pequena indústria (subgrupo B3).
  • 25 de novembro de 2028: residências e demais consumidores em baixa tensão.

Quando abrir, o morador vai escolher o fornecedor e o preço da energia, e a Celesc Distribuição continua entregando a energia e cuidando da rede. Antes disso, a ANEEL ainda precisa definir como ficam as tarifas, a fatura e o fornecedor de última instância, então as regras podem ter ajustes.

Entre na lista de espera para residências → Avisamos quando a abertura for regulamentada.

Conta de luz em Curitibanos: ICMS, reajuste e quem já está no Mercado Livre

ICMS sobre a energia em Santa Catarina
17%
Alíquota geral do estado (LC 194/2022)
Reajuste 2026 da Celesc para alta tensão
+14,16%
ANEEL
Tarifa B3 da Celesc em 10 anos (mediana do país: 74,0%)
+56,6%
ANEEL, cálculo Energia Livre Brasil
Unidades de empresas no Grupo A em Curitibanos
73
BDGD/ANEEL
Delas já no Mercado Livre
34%
BDGD/ANEEL
Do consumo de energia em Santa Catarina no Mercado Livre
45%
Abraceel

ICMS na conta de luz em Santa Catarina

O ICMS sobre a energia em Santa Catarina segue a alíquota geral do estado, que desde a Lei Complementar 194/2022 é o teto para a energia: 17% em 2026. Como é calculado por dentro e incide sobre toda a fatura (energia, uso da rede e demanda), um preço de energia menor no Mercado Livre também reduz o imposto pago. Pela reforma tributária (Emenda Constitucional 132/2023), o ICMS será substituído pelo IBS: 2026 é ano de teste, a alíquota do ICMS cai aos poucos de 2029 a 2032 e o imposto deixa de existir em 2033. A energia elétrica fica fora do Imposto Seletivo. Empresas industriais podem ter direito a crédito de ICMS sobre a energia usada na produção — veja ICMS na conta de luz da empresa.

No Grupo A, a conta é outra: na Celesc Distribuição, no subgrupo A4 (modalidade verde), a energia fora da ponta custa R$ 0,500/kWh e a demanda, R$ 20,27/kW, sem impostos. Veja a tabela completa da Celesc.

Quantas empresas de Curitibanos já estão no Mercado Livre

Curitibanos tem 73 unidades consumidoras de empresas no Grupo A (média e alta tensão): 48 de indústrias e 25 de comércio e serviços. A contagem é do Energia Livre Brasil, feita na base de dados que a Celesc Distribuição entregou à ANEEL com a posição de 31 de dezembro de 2025. Uma mesma empresa pode ter mais de uma unidade, uma para cada medidor.

Dessas, 25 (34%) já compram energia no Mercado Livre e respondem por 68% do consumo das empresas do Grupo A na cidade. Só em 2025, 1 unidade de Curitibanos migraram. Outras 48 continuam no mercado regulado, pagando a tarifa regulada da Celesc Distribuição.

Unidades de empresas do Grupo A em Curitibanos
Curitibanos
  • No Mercado Livre
  • No mercado regulado

Fonte: BDGD da Celesc Distribuição (ANEEL), posição de 31 de dezembro de 2025. Contagem: Energia Livre Brasil.

Das que continuam no mercado regulado, 47 unidades têm demanda abaixo de 500 kW. Para elas, a migração é feita por um comercializador varejista, que representa a empresa na CCEE. Uma tem 500 kW ou mais e pode escolher entre o varejista e a adesão direta à CCEE.

Setores com mais unidades do Grupo A em Curitibanos

SetorUnidadesNo Mercado Livre
Madeira e Móveis309 (30%)
Comércio Geral91 (11%)
Supermercados54 (80%)
Indústria Geral41 (25%)
Papel e Celulose32 (67%)
Alimentos e Food Service20 (0%)

O setor sai do CNAE que a distribuidora registra para cada unidade consumidora. Os links levam à página do setor, com o perfil de consumo e o que muda na migração.

O Mercado Livre em Santa Catarina

Em Santa Catarina, 4.608 unidades consumidoras já compram energia no Mercado Livre, e elas respondem por 45% de todo o consumo de energia do estado (Boletim da Energia Livre da Abraceel, dados de julho de 2026). O restante segue no mercado regulado, pagando a tarifa definida pela distribuidora.

45%do consumono mercadolivre
45% do consumo de energia do estado no mercado livre
55% no mercado regulado

Histórico da tarifa da Celesc em 10 anos

Tarifa B3 sem impostos, em R$/kWh (1º de julho de cada ano)
2016R$ 0,444
2017R$ 0,426
2018R$ 0,460
2019R$ 0,520
2020R$ 0,470
2021R$ 0,506
2022R$ 0,532
2023R$ 0,573
2024R$ 0,593
2025R$ 0,618
2026R$ 0,696

Entre 2016 e 2026, a tarifa B3 da Celesc Distribuição subiu 56,6%. Na mediana do país, a alta foi de 74,0%. A energia (TE) subiu 24,0% e o fio (TUSD) subiu 102,4%; o fio passou de 41,6% para 53,7% da tarifa. No mercado livre, só a parte da energia muda de fornecedor.

2016
2026
  • Fio (TUSD)
  • Energia (TE)

Fonte: ANEEL, tarifas homologadas (base de 22/10/2026). Tarifa B3 convencional vigente em 1º de julho de cada ano, sem impostos e em bandeira verde. Cálculo: Energia Livre Brasil.

A tarifa completa da Celesc, com o Grupo A, está na página da Celesc. Compare também com o ranking de quanto a tarifa subiu em cada distribuidora.

No ciclo tarifário de 2026, a ANEEL homologou para a Celesc Distribuição um efeito médio de 10,82% nas tarifas, em vigor desde agosto de 2026 (+14,16% para alta e média tensão e +9,26% para baixa tensão). O reajuste vale para as empresas de Curitibanos que continuam no mercado regulado; no Mercado Livre, só o uso da rede (TUSD) acompanha os reajustes da Celesc Distribuição.

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Perguntas frequentes

Empresas de Curitibanos podem migrar para o Mercado Livre de Energia?

Sim, as do Grupo A (média ou alta tensão), com qualquer demanda desde janeiro de 2024; abaixo de 500 kW, por meio de um comercializador varejista. A migração acontece 180 dias depois da denúncia do contrato com a Celesc Distribuição, sem obra e sem trocar de distribuidora. Empresas em baixa tensão (B3) poderão migrar a partir de 25 de novembro de 2027.

Quantas empresas de Curitibanos já estão no Mercado Livre?

Pela base de dados que a Celesc Distribuição entregou à ANEEL, com a posição de 31 de dezembro de 2025, 25 das 73 unidades consumidoras de empresas do Grupo A em Curitibanos (34%) já compram energia no Mercado Livre. Outras 48 continuam no mercado regulado.

Pessoa física em Curitibanos pode entrar no Mercado Livre de Energia?

Ainda não. Residências de Curitibanos só poderão escolher o fornecedor de energia a partir de 25 de novembro de 2028, data fixada pela Lei 15.269/2025 e pelo Decreto 13.097/2026, que ainda depende de regulamentação da ANEEL. Até lá, a energia é comprada da Celesc Distribuição, pela tarifa regulada.

Qual distribuidora atende Curitibanos?

Curitibanos é atendida pela Celesc Distribuição. A distribuidora continua responsável pela rede elétrica mesmo após a migração para o Mercado Livre — o que muda é apenas o fornecedor da energia como produto.

Empresas em Curitibanos precisam fazer obras para migrar?

Não. A migração para o Mercado Livre de Energia não exige obras na instalação elétrica. Em alguns casos pode ser necessária a atualização do medidor de energia — custo que varia por distribuidora e que a análise gratuita identifica antes de qualquer compromisso.

A Celesc Distribuição continua atendendo minha empresa após a migração?

Sim. A Celesc Distribuição continua responsável pela infraestrutura de rede em Curitibanos e nos demais municípios da sua área de concessão. O que muda é o fornecedor da energia como commodity — não a distribuidora que opera os cabos e subestações.

Quer entender o processo completo? Veja o passo a passo da migração para o Mercado Livre de Energia.

Explore também


Fontes e Referências

  • * Projeção ELB: teto estimado de economia na parcela de energia da conta, calculado pelo Energia Livre Brasil com a tarifa média de energia das distribuidoras e o preço de longo prazo do mercado livre (Boletim da Energia Livre, Abraceel, julho de 2026) e as tarifas homologadas pela ANEEL. Nesta página: tarifa de energia do Grupo A da Celesc Distribuição, no perfil de consumo mais favorável, com o custo médio de bandeira. A tarifa da Celesc Distribuição ainda é estimada. Não inclui uso da rede (TUSD), encargos e impostos, e não é promessa de economia. Como calculamos →
  • ANEEL — Tarifas de aplicação das distribuidoras de energia elétrica (dados abertos): Grupo A, subgrupo A4, modalidade verde, da Celesc Distribuição, REH nº 3.602/2026, sem impostos. dadosabertos.aneel.gov.br
  • ANEEL — Tarifas de aplicação das distribuidoras de energia elétrica (dados abertos), base de 22/10/2026. Série histórica de 2016 a 2026 calculada pelo Energia Livre Brasil. dadosabertos.aneel.gov.br
  • ANEEL — Resoluções Homologatórias do ciclo tarifário 2026 da Celesc Distribuição. aneel.gov.br
  • ANEEL — Base de Dados Geográfica da Distribuidora (BDGD) da Celesc Distribuição, posição de 31 de dezembro de 2025, publicada em agosto de 2026. Unidades consumidoras ativas do Grupo A (subgrupos A1 a A4 e AS) das classes industrial, comercial e rural, com o CNAE e a indicação de consumidor livre registrados pela distribuidora; contagem e agrupamento por setor feitos pelo Energia Livre Brasil. dadosabertos-aneel.opendata.arcgis.com
  • Abraceel — Boletim da Energia Livre, 97ª edição (set/2026), com dados da CCEE e da ANEEL, dados de julho de 2026: unidades consumidoras livres e participação do mercado livre no consumo, por estado. abraceel.com.br
  • ICMS sobre energia: alíquota geral de cada estado em 2026 (teto desde a Lei Complementar 194/2022), conforme compilações Simtax e Tributo Devido, conferidas entre si; confirmar na Secretaria da Fazenda do estado.
  • Emenda Constitucional 132/2023 — reforma tributária do consumo: substituição do ICMS pelo IBS e calendário de transição. planalto.gov.br
  • Lei 15.269/2025 e Decreto 13.097/2026 — abertura do mercado livre para a baixa tensão (B3 e residências). planalto.gov.br
  • ANEEL — Resolução Normativa 1.000/2021, critérios de elegibilidade e acesso ao Mercado Livre de Energia. aneel.gov.br
  • IBGE — Estimativas populacionais municipais 2025. Distâncias entre cidades calculadas em linha reta a partir das coordenadas dos municípios. ibge.gov.br

Nota sobre os dados

O setor elétrico brasileiro é regulado por portarias, resoluções e normas em constante revisão. Tarifas, percentuais e estimativas apresentados neste conteúdo têm caráter de referência — não de valor absoluto. Exceções setoriais, regionais e contratuais podem alterar significativamente os números do seu caso específico. Consulte sempre a análise gratuita e, quando necessário, um especialista regulatório.

Conteúdo revisado e atualizado em outubro de 2026.

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