Conta de luz mais barata para Farmácias e drogarias: da loja de bairro ao centro de distribuição
Ar-condicionado o dia inteiro, geladeira de medicamentos que não pode desligar e loja aberta até tarde: a farmácia tem conta de luz alta para o tamanho. A maior parte das lojas está em baixa tensão e entra no Mercado Livre de Energia em novembro de 2027. Lojas grandes e centros de distribuição no Grupo A já podem migrar.
Analisar Minha Conta Grátis →Onde a farmácia gasta energia
- Climatização: o salão de vendas fica fechado, iluminado e cheio de gente; o ar-condicionado também protege os medicamentos do calor. É o maior consumo da loja.
- Refrigeração de medicamentos: insulinas, vacinas, canetas para obesidade e outros termolábeis ficam em geladeiras de 2 °C a 8 °C, com registro de temperatura, ligadas 24 horas.
- Horário estendido: muitas lojas abrem até tarde ou 24 horas, atravessando o horário de ponta da distribuidora.
- Iluminação e fachada: gôndolas, vitrines, letreiros e iluminação externa.
- Centros de distribuição: câmaras frias, esteiras de separação, docas e iluminação de grande área.
Baixa tensão: a maioria das lojas entra em 2027
As redes associadas à Abrafarma fecharam 2025 com 11.688 pontos de venda, e a farmácia de rua típica é atendida em baixa tensão. Para esse grupo, o mercado livre abre em 25 de novembro de 2027. O que dá para fazer até lá:
- Levantar as contas de todas as lojas, com consumo dos últimos 12 meses, subgrupo e distribuidora.
- Separar as lojas que já são Grupo A, que podem migrar agora.
- Entrar na lista de espera: a análise gratuita já recebe contas de baixa tensão e avisa quando a migração for possível.
Veja o que muda em abertura do mercado livre para o Grupo B3.
Grupo A: lojas grandes, lojas 24 horas e centros de distribuição
Nas 248 cidades com página no Energia Livre Brasil, a base que as distribuidoras entregam à ANEEL (BDGD) registra 145 unidades de farmácias e drogarias no Grupo A, em 74 cidades. Só 37% estão no mercado livre, mas respondem por 84% do consumo: as unidades maiores já migraram.
- 86 unidades seguem no mercado regulado; a típica consome cerca de 6,4 MWh por mês e tem demanda de 48 kW. Abaixo de 500 kW, migram por um comercializador varejista.
- Fortaleza concentra 17 dessas unidades, seguida de São Paulo (8), Goiânia e Brasília (7 cada).
- Centros de distribuição de medicamentos aparecem como atacado de produtos farmacêuticos (CNAE 4644): 145 unidades no Grupo A, 72 delas no mercado regulado.
A conta além do preço: horário de ponta, demanda e energia reativa
- Modalidade tarifária: loja aberta entre 18h e 21h consome justamente no horário de ponta, quando a energia é mais cara. A escolha entre as modalidades verde e azul precisa considerar o horário de funcionamento. Veja modalidade tarifária.
- Demanda contratada: o ar-condicionado no verão define o pico; em lojas reformadas, com equipamentos mais eficientes, a demanda contratada costuma ficar acima do necessário. Veja demanda contratada.
- Energia reativa: compressores de ar-condicionado e de câmaras frias afetam o fator de potência. Veja energia reativa.
- Bandeiras: uma unidade que consome 10.000 kWh por mês paga R$788 a mais em um mês de bandeira vermelha 2. No mercado livre, esse custo não existe.
Energia renovável no varejo farmacêutico
As grandes redes divulgam metas de sustentabilidade para investidores e consumidores. No mercado livre, a energia de lojas e centros de distribuição pode ser contratada de fonte renovável com certificado I-REC, que comprova a origem para os relatórios.
Loja grande, loja 24 horas ou centro de distribuição no Grupo A? Envie a conta de luz e receba a análise gratuita. Lojas em baixa tensão entram na lista de espera para 2027.
Analisar minha conta →Continuidade do fornecimento: a geladeira não desliga
A migração não exige obra nem troca de equipamento além de uma eventual adequação do medidor. A distribuidora continua responsável pela rede e pela entrega da energia; a cadeia de frio dos medicamentos depende da rede elétrica e dos equipamentos de reserva da loja, que seguem iguais. O que muda é quem vende a energia e o preço pago por ela.
Quem decide a conta de luz não é só você? Mande esta página para o sócio, o financeiro ou o contador.
Perguntas frequentes
Farmácia em baixa tensão pode migrar para o Mercado Livre de Energia hoje?
Ainda não. A loja atendida em baixa tensão (subgrupo B3, comércio) passa a poder escolher o fornecedor de energia a partir de 25 de novembro de 2027. Hoje, só as unidades do Grupo A, em média ou alta tensão, podem migrar. Até lá, vale organizar as contas das lojas e revisar a modalidade e o consumo.
Uma rede de farmácias pode migrar as lojas grandes agora e as pequenas depois?
Pode. Cada loja é uma unidade consumidora separada. As que estão no Grupo A, como lojas grandes e centros de distribuição, podem migrar desde já; as de baixa tensão entram a partir de 25 de novembro de 2027. A rede pode negociar com a mesma comercializadora e incluir as lojas pequenas conforme a abertura.
Quanto a bandeira vermelha 2 pesa na conta de uma farmácia do Grupo A?
Uma loja ou centro de distribuição que consome 10.000 kWh por mês paga R$788 a mais em um mês de bandeira vermelha 2 (R$ 7,88/100 kWh). No mercado livre, a bandeira não incide sobre a energia contratada.
Veja o perfil do comércio, compare com centros de distribuição ou entenda o Mercado Livre de Energia completo.
Fontes e Referências
- * Projeção ELB: teto estimado de economia na parcela de energia da conta, calculado pelo Energia Livre Brasil com a tarifa média de energia das distribuidoras e o preço de longo prazo do mercado livre (Boletim da Energia Livre, Abraceel, julho de 2026) e as tarifas homologadas pela ANEEL. Nesta página: perfil horário comercial (8h–18h, 5–6 dias), em distribuidora de tarifa alta, com o custo médio de bandeira. Não inclui uso da rede (TUSD), encargos e impostos, e não é promessa de economia. Como calculamos →
- ANEEL — Base de Dados Geográfica da Distribuidora (BDGD) de 46 distribuidoras, posição de 31/12/2025, publicada em agosto de 2026: unidades consumidoras ativas do Grupo A com CNAE 4771 (farmácias e drogarias) e 4644 (atacado de produtos farmacêuticos), nas 248 cidades com página no site. Contagem, situação (livre ou regulado), consumo e demanda calculados pelo Energia Livre Brasil; livre e regulado sem as cidades da Copel. dadosabertos-aneel.opendata.arcgis.com
- Abrafarma — ranking das maiores redes de farmácias de 2025, com dados compilados pela FIA-USP: 11.688 pontos de venda das redes associadas (Mercado & Consumo, 31/03/2026). abrafarma.com.br
- Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — POP de armazenamento de medicamentos termolábeis (2026): conservação entre 2 °C e 8 °C com registro de temperatura. riosaude.prefeitura.rio
- Lei 15.269/2025 e Decreto 13.097/2026 — abertura do mercado livre para a baixa tensão: comércio, serviços e indústria a partir de 25/11/2027. planalto.gov.br
- ANEEL — Resolução Normativa 1.000/2021, critérios de elegibilidade e acesso ao Mercado Livre de Energia. aneel.gov.br
Nota sobre os dados
O setor elétrico brasileiro é regulado por portarias, resoluções e normas em constante revisão. Tarifas, percentuais e estimativas apresentados neste conteúdo têm caráter de referência — não de valor absoluto. A BDGD conta unidades consumidoras (medidores), não empresas: uma rede tem uma unidade por loja ou centro de distribuição. O número de unidades no Grupo A é pequeno porque a maioria das lojas está em baixa tensão. Consulte sempre a análise gratuita e, quando necessário, um especialista regulatório.
Conteúdo revisado e atualizado em outubro de 2026.
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