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Modalidade tarifária: Verde ou Azul, e quanto o horário de ponta pesa na conta

Duas empresas com o mesmo consumo podem pagar contas bem diferentes só por estarem em modalidades diferentes. Este guia explica como funcionam as modalidades Verde e Azul do Grupo A, o que é o horário de ponta, como saber qual compensa para a sua empresa — e qual é a opção equivalente no Grupo B, a Tarifa Branca.

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O que é modalidade tarifária

É a regra que define como a distribuidora cobra a demanda (kW) e o consumo (kWh) ao longo do dia. No Grupo A, as modalidades mais comuns são a Verde e a Azul, e a da sua empresa aparece na fatura, no campo de modalidade ou classificação tarifária. No Grupo B, a cobrança padrão é a convencional — um preço só por kWh, a qualquer hora —, com a Tarifa Branca como opção. Não sabe em qual grupo está? Veja como conferir na fatura.

O horário de ponta

É um bloco de três horas seguidas, em dias úteis, definido por cada distribuidora — em geral no começo da noite (em algumas concessões, das 18h às 20h59). É quando o sistema elétrico está mais carregado, por isso energia e demanda nesse horário custam mais. Sábados, domingos e feriados nacionais são cobrados como fora de ponta.

O horário exato da sua distribuidora está na fatura ou no site dela, e vale conferir: ele muda de uma concessão para outra, e é ele que define quais cargas da empresa estão sendo cobradas pelo preço mais alto.

Verde × Azul: como cada uma cobra

Modalidade Verde × Modalidade Azul — como cada uma cobra o horário de ponta
Verde Azul
Demanda contratada Um valor só, válido para qualquer horário Dois valores: ponta e fora de ponta — a de ponta bem mais cara
kWh consumido na ponta Muito mais caro que fora de ponta — o custo da ponta vem embutido em cada kWh Mais caro que fora de ponta, mas com diferença menor
Onde a ponta pesa No uso: quanto mais kWh na ponta, mais caro Na capacidade: a demanda de ponta contratada é paga todo mês
Tende a compensar para Quem usa pouco a ponta ou consegue desligar cargas nesse horário Quem usa a potência cheia durante toda a ponta, todo dia útil

Qual compensa para a sua empresa

A regra prática sai da própria forma de cobrança. Na Verde, a ponta é paga em cada kWh: quem usa pouca energia nesse horário paga pouco por ela. Na Azul, a ponta é paga principalmente pela demanda contratada: quem usa a potência cheia durante as três horas, todo dia útil, dilui esse custo e tende a pagar menos.

  • Opera pouco na ponta ou consegue desligar cargas nesse horário — a Verde tende a sair mais barata.
  • Opera forte e constante na ponta (três turnos, refrigeração pesada, processo contínuo) — a Azul tende a sair mais barata.

Estudos de caso apontam o ponto de virada perto de 70% de fator de carga na ponta — quanto da demanda de ponta a empresa usa, em média, durante essas horas —, mas o número muda com as tarifas de cada distribuidora. A resposta definitiva sai de uma simulação com as 12 últimas faturas, comparando as duas modalidades com as tarifas vigentes. A troca é um pedido à distribuidora, que informa prazos e condições.

Tirar carga da ponta funciona nas duas

Independentemente da modalidade, o que sai da ponta passa a ser cobrado pelo preço fora de ponta. Exemplos comuns: pré-resfriar câmaras frias e ambientes antes do início da ponta, mudar o turno de equipamentos pesados, programar bombeamento, recarga de empilhadeiras e aquecimento de água para outros horários. Na Azul, isso ainda permite contratar uma demanda de ponta menor. Para descobrir quais cargas estão na ponta, veja o que mais gasta energia em cada tipo de empresa.

E no Mercado Livre?

A modalidade continua valendo para a parte da rede (TUSD), que segue sendo cobrada pela distribuidora depois da migração; a energia em si passa a ser comprada em contrato. Ou seja: a escolha entre Verde e Azul importa dentro e fora do Mercado Livre — e as duas otimizações se somam (veja TUSD e TE).

A modalidade ajusta como a sua empresa paga pela rede; o preço da energia continua sendo o da distribuidora. Para saber quanto ele cairia no Mercado Livre, a Lead Energy, parceira do Energia Livre Brasil, analisa a fatura de graça — vale para empresas do Grupo A.

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E no Grupo B: a Tarifa Branca

Para empresas em baixa tensão, a alternativa à tarifa convencional é a Tarifa Branca, que pode ser pedida por qualquer unidade do Grupo B, exceto baixa renda, iluminação pública e unidades no faturamento pré-pago. Ela tem três postos: a ponta (as mesmas três horas), o intermediário (uma hora antes e uma depois da ponta) e o fora de ponta (as outras 19 horas, mais sábados, domingos e feriados). O kWh fica mais barato fora da ponta e mais caro na ponta e no intermediário.

Compensa para quem concentra o consumo no horário comercial e quase não usa energia no fim da tarde e no começo da noite — um escritório que fecha cedo, por exemplo. Para quem opera forte nesse horário (restaurante, academia, comércio noturno), costuma encarecer a conta. Antes de pedir, compare o consumo de cada horário e confirme com a distribuidora as condições de adesão e de volta para a convencional. Outras saídas para o Grupo B estão em como reduzir a conta de luz da empresa.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre tarifa Verde e Azul?

Na Verde, a empresa contrata uma demanda só, válida para qualquer horário, e paga bem mais caro pelo kWh consumido na ponta. Na Azul, contrata duas demandas — ponta e fora de ponta — e paga a demanda de ponta bem mais cara, com o kWh da ponta menos penalizado. Na prática, a Verde cobra a ponta pelo uso e a Azul cobra a ponta pela capacidade reservada.

Como saber se a minha empresa está na modalidade certa?

Separe as últimas 12 faturas, anote o consumo e a demanda medidos na ponta e simule as duas modalidades com as tarifas da sua distribuidora. Como regra geral, quem usa pouco a ponta tende a pagar menos na Verde, e quem usa a potência cheia durante as três horas de ponta tende a pagar menos na Azul.

Qual é o horário de ponta da conta de luz?

São três horas seguidas, em dias úteis, definidas por cada distribuidora — em geral no início da noite. Sábados, domingos e feriados nacionais são cobrados como fora de ponta. O horário exato da sua concessão está na fatura ou no site da distribuidora.

Tarifa Branca vale a pena para empresa?

Só para quem consome pouco no fim da tarde e no começo da noite. A Tarifa Branca barateia o kWh fora da ponta e encarece o da ponta e das horas vizinhas: para um escritório que fecha cedo pode compensar, para um comércio que funciona à noite costuma encarecer a conta. Ela vale para o Grupo B, exceto baixa renda e iluminação pública.

Leitura relacionada: Demanda contratada · Conta de luz aumentou? As 12 causas · Como ler a conta de luz · Mercado Livre de Energia para empresas


Fontes e Referências

  • ANEEL — Resolução Normativa 1.000/2021: modalidades tarifárias, postos tarifários e faturamento de demanda. aneel.gov.br
  • Energisa — Termo de adesão à Tarifa Branca: quem pode aderir e definição dos postos ponta, intermediário e fora de ponta. energisa.com.br
  • Revista REASE — Modalidade de faturamento de consumo de energia elétrica: análise de grandes clientes (fator de carga na ponta e escolha entre Verde e Azul). periodicorease.pro.br

Nota sobre os dados

Horário de ponta, tarifas por posto e regras de troca de modalidade variam por distribuidora. O ponto de virada entre Verde e Azul citado é referência de estudo de caso, não regra. A decisão para a sua empresa deve vir de simulação com as faturas reais.

Conteúdo revisado e atualizado em outubro de 2026.

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