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Condomínios · Mercado Livre de Energia

Mercado Livre de Energia para Condomínios: quando a conta coletiva vira vantagem

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A conta de energia das áreas comuns de um condomínio comercial ou industrial pode superar R$30.000 por mês. Se a conta está no Grupo A, o condomínio já é elegível; abaixo de 500 kW entra pelo varejista e, a partir de 500 kW, pode negociar diretamente na CCEE.

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Que tipo de condomínio pode migrar para o Mercado Livre

A elegibilidade para o Mercado Livre de Energia vale para o CNPJ do condomínio — não para as unidades individuais. E depende de estar no Grupo A (média tensão), sem demanda mínima. Na prática, os condomínios que geralmente atendem esses critérios são:

  • Condomínios comerciais e empresariais: torres de escritório, centros empresariais e galerias comerciais têm conta de energia das áreas comuns — elevadores, climatização do hall e corredores, iluminação, bombas d'água — que costuma colocar o condomínio no Grupo A.
  • Condomínios industriais e logísticos: parques industriais e condomínios logísticos com infraestrutura coletiva relevante — especialmente quando a entrada de energia do condomínio é centralizada com um único medidor de grande porte.
  • Condomínios residenciais de grande porte: torres residenciais de alto padrão com elevadores de alta performance, piscinas aquecidas, academias, spa e sistemas de climatização central das áreas comuns costumam estar no Grupo A e, acima de 500 kW, podem até negociar direto na CCEE.
  • Shoppings e centros comerciais: a conta de energia das áreas comuns de um shopping é geralmente uma das maiores do empreendimento — e pode já estar no mercado livre em muitos casos.

Como funciona: o condomínio migra, os moradores se beneficiam

Quando o condomínio migra para o Mercado Livre de Energia, a economia é obtida na conta das áreas comuns — a que está em nome do CNPJ do condomínio. Essa economia reduz o valor rateado entre os condôminos na taxa de condomínio.

As unidades individuais — apartamentos, salas comerciais, lojas — continuam com suas próprias contas de energia no mercado regulado (ou no mercado livre, se cada uma atingir individualmente os critérios). A migração do condomínio não afeta as contas individuais.

Para aprovação da migração, geralmente é necessária deliberação em assembleia — o síndico não tem autonomia para contratar energia no mercado livre sem aprovação dos condôminos, salvo previsão específica na convenção de condomínio.

O condomínio paga acima de R$5.000/mês nas áreas comuns? Envie o PDF da conta e veja se já é elegível para o Mercado Livre de Energia.

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O que o síndico precisa saber antes de propor a migração

  • Verificar o enquadramento: a conta das áreas comuns precisa estar no Grupo A; a demanda define apenas o modelo de entrada. Isso aparece na própria fatura ou pode ser confirmado com a distribuidora.
  • Aprovar em assembleia: apresentar o diagnóstico de economia, o prazo de contrato e as condições para votação dos condôminos. A análise gratuita fornece os dados necessários para essa apresentação.
  • Prazo de contrato: contratos no mercado livre têm prazo mínimo de 12 meses. O síndico deve considerar o horizonte de administração e a viabilidade de renovação.
  • Sem obras: a migração não exige reformas na infraestrutura elétrica do condomínio — a distribuidora continua responsável pela rede.

Cases reais no setor de Condomínios

Migração / economiajun. 2025

Ingleses Holiday Center

Condomínio com mais de 100 apartamentos em Florianópolis (SC) migrou para o mercado livre via comercializadora, com economia estimada em mais de R$ 800 mil por ano. Além da redução de custos, o condomínio adicionou carregadores para veículos elétricos como comodidade.

Migração / economiaabr. 2025

Construtora Rio Ave (10 condomínios)

10 empreendimentos da construtora pernambucana migraram para o mercado livre via Kroma Energia, com economia de R$1,5 milhão na conta de energia em 2024. A Kroma já migrou mais de 31 condomínios em Pernambuco, com R$77 milhões de economia total para seus clientes só em 2024.

Migração / economia2023

Edifício Paulista 2064 (sede da CCEE)

O condomínio do Edifício Paulista 2064, na Av. Paulista em São Paulo — que abriga a sede da própria CCEE (12º e 13º andar) e o Shopping Center 3 no térreo/subsolo — migrou para o mercado livre com adequações físicas feitas pela Lux Energia. Economia projetada de R$1,8 milhão em 5 anos, redução de 25% frente ao mercado cativo.

Essa seção trouxe casos reais desse segmento documentados pela mídia. Veja mais casos reais do Mercado Livre de Energia →

Perguntas frequentes

Condomínio residencial de médio porte (100 apartamentos) pode migrar?

Depende do grupo tarifário das áreas comuns. Um condomínio com 100 apartamentos pode ter demanda entre 100 kW e 400 kW; se estiver no Grupo A, pode migrar pelo varejista. Condomínios com maior demanda podem também avaliar participação direta na CCEE. A análise gratuita verifica a demanda real com base na conta de energia.

E os moradores que querem economizar individualmente?

Para as unidades individuais, a abertura do mercado para pessoa física está prevista progressivamente até 2028, conforme a Lei 15.269/2025. Enquanto isso, as opções disponíveis são energia solar por assinatura e a Tarifa Branca (tarifas diferenciadas por horário). Veja mais em Mercado Livre de Energia para Pessoa Física.

O que acontece se o condomínio não renovar o contrato ao final do prazo?

Ao final do contrato, o condomínio pode negociar um novo contrato com o mesmo ou outro fornecedor — ou retornar ao mercado regulado (com a distribuidora local), avisando a distribuidora com antecedência de 5 anos, como exige a regulação (a distribuidora pode aceitar prazo menor). O planejamento do prazo contratual deve considerar esse fator.

Quer entender os detalhes do processo? Veja como funciona a migração para o Mercado Livre de Energia ou verifique os requisitos completos de elegibilidade.


Fontes e Referências

  • * Projeção ELB: teto estimado de economia na parcela de energia da conta, calculado pelo Energia Livre Brasil com a tarifa média de energia das distribuidoras e o preço de longo prazo do mercado livre (Boletim da Energia Livre, Abraceel, julho de 2026) e as tarifas homologadas pela ANEEL. Nesta página: perfil tarde e noite (consumo irregular, eventos), em distribuidora de tarifa alta, com o custo médio de bandeira. Não inclui uso da rede (TUSD), encargos e impostos, e não é promessa de economia. Como calculamos →
  • Portaria MME 50/2022 e ANEEL — Resolução Normativa 1.000/2021, elegibilidade de condomínios no Grupo A sem demanda mínima. aneel.gov.br
  • Lei 15.269/2025 — Abertura progressiva que pode incluir condomínios residenciais em baixa tensão a partir de 2027. planalto.gov.br
  • Lei 4.591/1964 — Base legal para gestão coletiva de contratos de energia em condomínios. planalto.gov.br

Nota sobre os dados

O setor elétrico brasileiro é regulado por portarias, resoluções e normas em constante revisão. Tarifas, percentuais e estimativas apresentados neste conteúdo têm caráter de referência — não de valor absoluto. Exceções setoriais, regionais e contratuais podem alterar significativamente os números do seu caso específico. Consulte sempre a análise gratuita e, quando necessário, um especialista regulatório. Os cases, quando apresentados, têm fonte pública, são meramente informativos/ilustrativos e não têm vínculo com este site.

Conteúdo revisado e atualizado em outubro de 2026.

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